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Entenda como é formado o preço da gasolina

setembro 26, 2018
Tempo de leitura 4 min

O preço da gasolina brasileira é composto por quatro fatias: 44% em tributos, 35% em produção, 11% em distribuição e revenda e finalmente e 10% pelo custo do etanol. Além da alta carga tributária e das interferências políticas, econômicas e legislativas.

À parte de todo o protagonismo político, comum a um ano eleitoral, foi precisamente em 2018 que a população brasileira testemunhou a paralisação dos caminhoneiros, que além de melhores condições, reivindicavam a estabilização no valor dos combustíveis. Você, caro leitor, em meio a todo esse caos, saberia dizer como é formado o preço da gasolina?

Bem, considerando esta curiosidade, comum a boa parte da comunidade nacional, elaboramos este post. Conheça agora, de uma vez por todas, os principais fatores que influenciam no valor pago nas bombas. Acompanhe!

Como é formado o preço da gasolina?

O preço da gasolina brasileira é composto por quatro fatias: 44% em tributos, 35% em produção, 11% em distribuição e revenda e finalmente, 10% pelo custo do etanol, nacionalmente obrigatório na química desse combustível, um misto de 73% de gasolina A e 23% de etanol anidro.

O assombro principal fica por conta da altíssima carga tributária, responsável por quase metade do custo, a cada litro abastecido. No entanto, agora que você já conhece a participação de cada um desses fatores no preço da gasolina, chega o momento de se aprofundar, conhecendo o que são as fatias desse caríssimo bolo. Entenda!

Os 44% em tributos

A carga tributária, inevitavelmente, figura como a grande vilã do preço visto nas bombas. Afinal de contas, assim como ocorre em grande parte do consumo no mercado nacional, existe a presença dos tributos. Desses 44%, aproximadamente:

  • 66% está representado pelo ICMS;
  • 34% está representado pelo CIDE, PIS/PASEP e COFINS.

Entenda esses impostos:

  • ICMS — Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços;
  • CIDE — Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico;
  • PIS/PASEP — Programa de Integração Social / Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público;
  • COFINS — Contribuição para Financiamento da Seguridade Social.

Os 35% em produção

O valor de produção também tem protagonismo no preço, afinal de contas, representa mais de um terço do valor pago no ato do abastecimento. Portanto, aqui incluem-se os procedimentos operacionais referentes à:

  • extração da matéria-prima, pelas estações petrolíferas;
  • refinamento do petróleo, nas refinarias;

Além disso, merece destaque nessa fatia de produção, o fato de que a nova política de preço da Petrobrás — estatal semiunânime na extração do petróleo nacional — tem certa influência aqui. Isso acontece, pois, a nova política possibilita pequenas alterações diárias no valor do barril, cobrado das refinarias às distribuidoras.

Essa política econômica visa proteger o petróleo brasileiro frente às inconstâncias do mercado internacional, seja pela desvalorização da nossa moeda frente ao Dólar, ou pela volatilidade do barril do petróleo, enquanto uma commodity.

Os 11% em distribuição e revenda

Essa porção pode soar singela, mas sim, tem forte interferência no preço ao consumidor final. Até porque, em um breve exercício de lógica se conclui que 11% de supostos R$4,00 pagos no litro do combustível, representam 44 centavos. Uma variação determinante para a população frente aos preços.

Mas lógico, tudo possui um custo! Desde as margens de lucro, das distribuidoras aos postos finais, todos precisam de suas margens operacionais, garantindo o funcionamento do setor e a competitividade no mercado.

Os 10% em custo do etanol

Curioso, não? 10% do custo da gasolina brasileira está em sua “impureza”. Isso ocorre, pois, nacionalmente está instituído a obrigatoriedade de 27% de etanol anidro no mix que compõe a gasolina brasileira. Essa adição ocorre ainda nas distribuidoras, e inevitavelmente, representa parte importante do valor.

Definitivamente, a gasolina brasileira sofre com inúmeras interferências políticas, econômicas e legislativas, antes de adentrar o tanque dos seus veículos. Por isso, em um ato de cidadania e constante conscientização política, torna-se tão importante sabermos pelo que de fato pagamos.

O que você achou deste post esmiuçando os detalhes do preço da gasolina? Então, não deixe os seus amigos no breu da desinformação. Colabore com a conscientização da sociedade, compartilhando este conteúdo com os seus colegas, nas suas redes sociais!

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