Saiba como fazer o gerenciamento de risco em transporte!

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O modal rodoviário continua na liderança para conduzir cargas no Brasil, ele corresponde a 60% de toda a carga transportada. Mas existem dificuldades a superar, já que as rodovias não estão sempre seguras nem contam com boa infraestrutura.

Para tornar as operações de transporte de carga mais eficientes, devemos realizar uma boa gestão envolvendo todas as necessidades relacionadas ao setor. Um dos maiores cuidados é analisar os riscos envolvidos.

Por isso, fizemos este post para trazer a você mais esclarecimentos sobre o gerenciamento de risco em transporte. Confira!

O que é gerenciamento de risco em transporte?

Ele consiste em um método que considera aspectos materiais e humanos com o objetivo de controlar, organizar, dirigir e fazer o planejamento das práticas mais adequadas, de maneira a evitar ocorrências sinistras.

Para isso, engloba uma série de recursos que podem ser aplicados na redução de riscos, sempre levando em conta os processos logísticos usados pela empresa.

Qual é sua importância?

Como resultado de gerenciamento de risco em transporte eficiente, as operações de transporte de carga ficam mais fáceis. O Plano de Gestão de Riscos considera a análise logística e as estratégias mais apropriadas ao contexto atual da empresa.

Entre os benefícios que a gestão de riscos oferece, temos:

  • a tomada de decisões acertada, baseada em dados consolidados sobre os riscos;
  • o alinhamento dos riscos com as estratégias corporativas;
  • a diminuição de prejuízos de natureza operacional;
  • o aproveitamento das oportunidades;
  • a identificação e o controle dos riscos;
  • a otimização do capital de giro.

Quais são os principais riscos envolvidos?

Os atrasos

Os atrasos podem ser resultantes de diferentes motivos. Um deles é o mau estado das rodovias. Em estradas malpavimentadas ou feitas sem sinalização, é comum que o caminhão demore mais para chegar ao destino, seja por causa das dificuldades no percurso, seja pela ocorrência de alguns incidentes ou mesmo acidentes graves.

Podem ocorrer a quebra de algum componente, problemas com pneus e a necessidade de alguma manutenção corretiva que não estava programada. Em casos mais graves, o caminhão pode tombar, chocar-se com outro veículo ou acontecer outro sinistro.

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O roubo de carga

O gerenciamento de risco em transporte também deve atentar para os roubos de carga, que causam anualmente prejuízos de mais de R$ 6 bilhões em nosso país, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN).

Com os assaltos de cargas, as mercadorias chegam a encarecer em até 20% o preço final ao consumidor.

Os extravios e as avarias

Há muitas empresas que foram indenizadas em altas somas de dinheiro, devido a entregas de produtos avariados (a infraestrutura das rodovias pode contribuir nesse sentido) ou a não realização da entrega total, graças a extravios.

Como fazer um bom gerenciamento de risco?

Agora, vamos dar algumas dicas de como fazer um bom gerenciamento de risco em transporte. Confira!

Verifique o código de conduta da empresa

É importante conhecer como a empresa transportadora se comporta perante a legislação e a responsabilidade civil. Por exemplo, se ela não tem muitas multas nem está com processos judiciais em trânsito.

Para evitar gastos extras, certifique-se de que ela segue a Tabela de Frete atualizada e se faz a cubagem de carga, reduzindo assim a possibilidade de acidentes devido à carga em excesso.

Analise a situação financeira da empresa

É importante também que a transportadora tenha uma situação financeira estável e esteja qualificada para atender à demanda dos clientes.

Pesquise empresas com alto nível tecnológico

Outro ponto é contratar empresas que exibem tecnologia avançada, como um bom sistema de rastreamento e monitoramento, central de atendimento eficiente e sistema de roteirização que permita entregas no prazo e evite locais inseguros.

O gerenciamento de risco em transporte é importante, mesmo em serviços terceirizados. Fique atento a casos que sempre geram desembolso de dinheiro, como as infrações, a tributação e o pagamento de pedágios (calcular pedágio e tributos é fundamental).

O que achou do post? Já tem uma gestão de riscos eficiente? Comente no espaço abaixo: sua opinião enriquece nosso blog!

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