Inventário de emissões: saiba o que é e como aderi-lo em sua empresa

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A cada dia que passa se torna mais importante desenvolver uma gestão de frotas sustentável. Afinal de contas, a sustentabilidade será o tema central da nova era, estimulando processos mais limpos, eficientes e econômicos. Por isso, elaboramos este post especial sobre o inventário de emissões.

Caso não saiba do que se trata, fique tranquilo, pois está no lugar certo para aprender. Como perceberá nesta leitura, o inventário é uma estratégia determinante para aumentar a responsabilidade ambiental da sua frota, entregando economia e sustentabilidade para a sua operação. Portanto, acompanhe!

O conceito do inventário de emissões

Como sugere o nome, o inventário é uma prática quantitativa que analisa e registra o volume de gases emitidos durante a sua operação. Para tanto, o gestor submete seus caminhões à leitura de um determinado protocolo, para assim mensurar as emissões de GEE durante o ciclo produtivo — a sigla simboliza o termo Gases de Efeito Estufa.

A importância desse inventário

Mas então, você, enquanto gestor de frotas, pode estar se perguntando: por que isso importa ao cotidiano da minha operação? Bem, a realidade é que o inventário é uma prática determinante para certificar a sua empresa como uma produção sustentável — um parâmetro conquistado pela conformidade ao Protocolo GHG e à ISO 14.064.

Sem essa metodologia, a sua empresa não tem como se considerar plenamente sustentável ou ambientalmente responsável. Além disso, o grande ponto de virada ainda está à nossa frente. Caso não saiba, a indústria de caminhões vem ensaiando uma migração em massa para os conjuntos elétricos.

De igual forma, as líderes globais da logística também estudam formas de implementar a sustentabilidade, pois entendem que isso serve tanto em matéria de marketing quanto de eficiência econômica, uma vez que os conjuntos mecânicos que emitem menos gases também tendem a consumir menos combustível.

As etapas para implementar esse inventário na sua operação

Agora, é importante que você conheça os estágios necessários para a realização dessa prática na sua frota. Veja!

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Escolha a metodologia certa

O programa mais amplamente aplicado é o Protocolo GHG, que no Brasil é desenvolvido e aprimorado em forte parceria com a Fundação Getúlio Vargas. Como pode notar em seu portal, a metodologia é bastante robusta, descrevendo processos e oferecendo sua própria ferramenta de cálculo.

Estabeleça os limites e o período base

Já aqui, são definidos os parâmetros e metas para a implementação do programa. O objetivo é criar um teto para o nível de emissões, estimulando uma operação limpa e rapidamente reparável sempre que esses limites estiverem perto de ser ultrapassados, por meio de procedimentos de manutenção ou conscientização dos motoristas.

Diagnostique as fontes e o escopo

Nessa etapa, o objetivo da gestão é investigar a fonte de cada uma das emissões, concentrando suas estratégias de prevenção e contenção para amenizar o problema. O mesmo vale para a especificação do escopo, que determina as linhas gerais que deverão orientar o projeto.

Selecione fatores de emissão, coletar e analisar os dados

Existem três âmbitos de emissão que podem ser quantificados:

  1. as emissões diretas provocadas pelo exercício das suas operações de transporte;
  2. as indiretas provocadas pela atividade de empresas paralelas e conectadas à sua atividade;
  3. as indiretas provocadas pelo consumo energético de outras empresas.

Calcule o resultado

Ciente do que analisar, basta considerar o volume emitido de GEE por cada um dos seus processos, assim como daqueles vinculados à sua atividade. Por fim, o valor obtido nessa equação deve ser convertido em toneladas de CO2.

Após compilar todos os dados, considerando períodos, respeitando a metodologia e traçando as conclusões do estudo, a gestão deve estruturar o Documento de Relato, que atesta a travessia da empresa na observação do seu nível de emissões em um determinado período.

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