Logística reversa na gestão de frotas: o que é, como funciona e muito mais.

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Quando o produto de um fabricante se move pela cadeia de suprimentos, o seu destino é chegar ao distribuidor ou cliente. Porém, muitos desses produtos podem — ou precisam — retornar ao seu ponto de origem, e é aqui que surge a logística reversa.

O conceito representa as operações ligadas ao reaproveitamento de produtos e materiais. Mas por que você deveria se preocupar com essa prática? Continue a leitura e descubra a seguir.

O que é a logística reversa?

Segundo o Conselho de Gestão Logística Brasileiro, trata-se de um processo que envolve planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque e informações relativas à cadeia de suprimentos.

O termo começou a ser usado no país a partir da década de 1990, quando empresas demonstraram preocupação com o descarte de produtos nocivos ao meio ambiente, como lixo hospitalar, agrotóxico e baterias. Desde então, o mercado e o governo vêm se atentando cada vez mais ao que acontece com os produtos depois que eles chegam ao seu destino.

Existem duas formas de logística reversa: pós-venda e pós-consumo. A primeira acontece quando um cliente precisa retornar um produto por defeito ou por insatisfação antes de usá-lo. A segunda refere-se àqueles produtos que, após consumidos, precisam de um descarte adequado para não causar impactos ambientais.

Como funciona?

São basicamente três passos pelos quais essa logística acontece. Em primeiro lugar, o consumidor devolve o produto ou matéria-prima para o distribuidor, o qual repassa para o fabricante, que por fim determina a finalidade, seja um descarte seguro, reciclagem ou envio de um novo produto, no caso de logística reversa pós-venda.

Pense em uma garrafa de vidro retornável. O consumidor adquire em um mercado local e retorna após o uso. O dono do mercado a entrega ao fabricante, que vai avaliar seu estado para ser reciclada ou reutilizada.

A mesma dinâmica acontece com pilhas, óleo de cozinha e até embalagens de sabão líquido. Mas o consumidor nem sempre tem consciência sobre a logística reversa, por isso é importante que instituições públicas e privadas criem ações para informar e fomentar essa prática.

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É o caso de supermercados que fazem parceria com distribuidoras de energia para dar desconto na conta de consumidores que reciclam itens ou marcas de cosméticos que dão desconto em novos produtos quando o cliente leva potes antigos até à loja.

Qual a importância da prática?

Um dos pontos mais importantes é o impacto do consumo no meio ambiente. Desde 2010, existe a Lei 12.305/2010 de Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que define a responsabilidade das empresas e fabricantes no descarte de resíduos de seu produtos.

Além disso, a logística reversa gera grande economia e ganhos. Estima-se que hoje a indústria deixe de faturar mais de R$ 8 bilhões com resíduos e produtos que não são reciclados ou reaproveitados, mesmo quando a empresa tem controle de veículos para fazer a logística.

Adequar-se aos novos tempos é primordial para que a empresa seja vista por seus clientes como uma marca preocupada e comprometida com o futuro.

Como aplicar na gestão de frotas? 

As frotas de transporte de carga podem praticar a logística reversa ao usar combustível biodegradável, descarte de baterias automotivas, reciclagem de pneus, descarte adequado ou refino de óleos lubrificantes e o treinamento da equipe para criar uma consciência de reciclagem de matérias comuns, como papel, plástico etc.

Além disso o analista de frota tem a opção de planejar parcerias com fornecedores a fim de que a frota realize o transporte de produtos com vencimento expirado ou retornáveis, criando uma fonte de renda.

É possível perceber que a logística reversa é um conceito simples, mas muito importante para a vida de todos nós. Se é possível reutilizar, por que não fazer isso? Esse conceito está cada vez mais difundido entre os novos consumidores e gestores de empresas, e quem não se adaptar aos novos tempos talvez não terá espaço no mercado.

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